30 de março de 2003

Novo morador na casa do chá

Desde sábado tenho dividido o espaço com um novo ilustre morador. Um sujeito meio invocado, porém muito silencioso, que gosta de ficar no seu canto. Como ele não quis dizer como se chamava, tive de impor-lhe um apelido, um codinome. Chamo-o de Moby. Não houve objeções da parte dele.

Moby é de uma elegância frugal. Alimenta-se apenas uma vez por dia e seu menu não é nada variado, mas parece que assim lhe cai melhor.

Espantei-me ao perceber que se comporta de maneira estranha quando a televisão é ligada. Olha atentamente, para logo em seguida, agitar-se todo com muita irritação, como se o George W. Bush estivesse pessoalmente na nossa sala. Já lhe disse que não deveria aborrecer-se desta maneira. Mas acho que Moby não me ouve.

É esquisito tê-lo aqui em casa. Por enquanto ainda somos um pouco estranhos um ao outro. Mas quem sabe com o tempo, cada um na sua, acostumamo-nos com a idéia. Acredito que nossa convivência será pacífica, embora com tantas diferenças: eu sendo humana e ele sendo um peixinho beta.

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