18 de fevereiro de 2003

Diversidade que diverte

Quem nunca teve aquela espécie de sentimento blasé ao freqüentar os mesmos lugares de sempre e contemplar os mesmos rostos de sempre?

Ver aquela gente que anda de modo semelhante ao seu, faz caretas semelhantes às suas, educados que nem você, que se veste como você. Uma tribo um tanto quanto enjoativa. E pegajosa.

Cadê a alteridade? O confronto com o outro? Deparar, assustado, com a sua antítese, ou seu "não-eu"? É enriquecedor, é construtivo, é vital. Muito mais colorido, alegre, com um sabor exótico de novidade.

Parte prática: fazer compras num supermercado popular, no centro da cidade. As pessoas são muito mais simpáticas, conversam na fila do pão, trocam conjecturas sobre o clima, política, geografia. Sem mesmo nunca tê-lo visto antes. Ainda existe a camaradagem simples que já não se encontra facilmente no mundo polido da classe-média, onde uns que comem chuchu, insistem em arrotar peru*.

* a frase não é minha. Reclamações, dirigir-se à professora Salete no depto de Ciências Humanas, da UNESP, Bauru-SP.

Nenhum comentário: