3 de agosto de 2005

Dezáine??

A profissão do designer gráfico pode não ser tão instantaneamente compreendida pelo grande público como a do "médico", "mecânico" ou o "professor". Sobre estas, as pessoas já têm uma noção geral para que fins servem e quais são suas áreas de atuação. Já quando falo (quando perguntam) que sou designer gráfica, a resposta quase sempre demanda uma explicação.

Hoje é quase impossível alguém não viver rodeado por produtos oriundos da prática do design gráfico: a revista na sala de espera do seu dentista, o rótulo do seu iogurte, a embalagem do seu papel higiênico, os encartes do seus cds, a capa (e as páginas também!) do seu livro de cabeceira, o pacote do biscoito, a bula do seu remédio (a caixa dele também), a sacola daquela loja, a estampa da sua camiseta, etc. A abrangência de coisas pertinentes ao design gráfico é assustadora. E ainda perguntam pra que serve essa profissão!

A desinformação é fruto da falta de regulamentação da profissão. Sempre haverá um sobrinho do dono que "manja" de Corel Draw... É lógico que a qualidade do projeto visual -- sua coerência entre forma e significados, sua adequação à reprodutibilidade em diversos meios, sua resistência aos modismos breves, sua relevância social -- será maior quando elaborado pelo profissional que considera as diversas especificações e variáveis do projeto.

Se perguntarem, sou completamente a favor da regulamentação do design. Não acredito, porém, que diploma é sinônimo de bom designer, mas também ocorre o mesmo com qualquer outra profissão: quem nunca saiu reclamando do mal atendimento de um profissional da área de saúde? Mas o fato de nos importarmos em consultar alguém que pode provar que investiu, no mínimo, 4 anos de estudos para poder fazer o que faz, demonstra o mínimo de prudência. Por que não pode ser o mesmo quando o que está posto em questão é a coerência das comunicações visuais?

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