29 de março de 2011

Congelamentos vivos



Como as coisas são arquivadas na minha memória? Relembro de longa-metragens, curtíssimas cenas vividas, cheiros, trechos de áudio, álbuns inteiros - lado A e B, remixes de situações diferentes, fragmentos visuais, roteiros que já não sei mais se são realidades ou sonhos passados - e que diferença isso faz? Lembro de fatos, que não sei mais se lembro porque vi as fotos ou porque já lembrava antes. De gostos e movimentos. De toques e de cores.

E o calendário? Não existe mais no meu sistema. A maioria dos arquivos não têm mais data. Apenas um vestígio temporal medido pela saudade, mas que não serve em nada para datar os acontecimentos. Só para perceber o quão querido foi determinado momento, pessoa ou eu mesma.

*fotografia animada de Sanchez e Kitahara.

2 comentários:

Mikse disse...

Mesmo sem data, cada arquivo dispara uma emoção antiga quando relembrado. E vai tentar desvincular as emoções dos arquivos... difícil!!

eu... tiago elídio... disse...

ah, a memória e a saudades!