22 de setembro de 2007

Quem procura, acha



Quando morei em Bauru, no primeiro apartamento, ficava intrigada com o ladrilho do banheiro. Era um mármore "fake" onde as manchas coloridas formavam figuras humanas muito nítidas para mim. Isso, é claro, rendia ótimos momentos de "meditação" naquele aposento. Sempre ficava imaginando se o "designer" que havia bolado as manchas marmóreas não havia colocado lá as figuras de propósito. Ou se eram apenas traquinagens da minha percepção visual.

Entre os habitantes do ladrilho do banheiro, havia um velhinho marinheiro de longas barbas e cara de poucos amigos (a parte do marinheiro é apenas suposição, aliás, todas as figuras eram apenas suposições!), uma moça bailarina e um cara muito parecido com aquele "pensador" esculpido por Rodin. Fora outros cujos rostos devo ter esquecido. (Ressalto que apenas via as figuras no ladrilho, nunca travei nenhum diálogo com elas. Minhas ilusões se restringiram ao campo ótico. Provalvemente o clima de recolhimento e concentração do recinto favoreciam esse tipo de fenômeno, suponho.)

Hoje, num vagar sem rumo pela web, descobri um blógue onde o cara publica fotos de rostos encontrados em objetos cotidianos. É divertido e, também, me deixou aliviada. Sou mais uma na multidão dos visualizadores de rostos. Viva à psicologia da Gestalt que, nesse caso, tudo explica!

3 comentários:

[dea] disse...

nisso que dá ficar usando o lado direito do cérebro. =]

daniel luciancencov disse...

Não sei se é do mesmo cara, mas teve uma exposição na Liberdade com o mesmo tema...traquinas.

dl

priscila amaral disse...

oi oi oi!
sau-da-de! :)
pois então, tenho várias fotos de "vejo rosto onde não tem". percebo agora que nada de novo nisso tem! rs
um beijo menina!